terça-feira, 11 de julho de 2017

As outras raças do Primórdio


  |=>Elfos do mar:   132 pontos

|||IQ +1 (20)
|||Magery 1 (15)
|||Unaging (15)
|||Less sleep 4 (8 pts)
|||Attractive : +1 (Universal +25%) (5)
|||Amphibious (10)
|||Doesn't Breathe (Oxygen Storage (better blood circulation), 400x mais que o normal; -5%) (19)
|||Speak Underwater (5)
|||Pressure support 3 (15)
|||Temperature Tolerance 5 (pra baixo): (5)
|||Fit (5)
|||Dark Vision (25)
|||Animal Empathy (5)
|||Sea Elven Heritage +1* [Spear (escolha uma), Camouflage, Stealth, Survival (Deep Waters), Swimming, Aquabatics] (5)

|||Curious (-5)
|||Sense of Duty (Nature): (-15)
|||Dependency (Very common: Water) (weekly): Precisa passar ao menos 6 horas por semana na água ou começa a perder 1 de HP a cada 6 horas após 1 semana sem isso. (-5)


* You’re the product of eons of selective breeding
for the task of sneaking around in the ocean, evading enormous monsters,
 and killing Tubarone with spears. This talent adds to Spear, Camouflage, Stealth, 
Survival, Swimming and Aquabatics. Only Sea Elves can have it. 
Reaction bonus: Druids, Water faeries, Tritons and cute fishes.                                                   

Atlantis, a capital dos Elfos do Mar

























Cavalos-Marinhos, fiéis montarias
dos Elfos do Mar
  |=>Driton:   136 pontos

|||IQ +1 (20)
|||Magery 1 (15)
|||Unaging (15)
|||Less sleep 4 (8 pts)
|||Attractive : +1 (Universal +25%) (5)
|||Amphibious (10)
|||Doesn't Breathe (Gills) (10)
|||Speak Underwater (5)
|||Pressure support 3 (15)
|||Temperature Tolerance 5 (pra baixo): (5)
|||Enhanced Move: Water (20)
|||Fit (5)
|||Dark Vision (25)
|||Seek Water (1)
|||Purify Water (1)
|||Create Water (1)
|||Shape Water (1)
|||Water Vision (1)
|||Body of Water (1)
|||Water Jet (1)
|||Ice Dagger (1)

|||Curious (-5)
|||Sense of Duty (Nature): (-15)
|||Dependency (Very common: Water) (Dailly): Precisa passar ao menos 1 horas por dia na água ou começa a perder 1 de HP a cada hora após 1 dia sem isso. (-10)

Driton de primeira geração
Driton de segunda geração

Notas: Elfos do Mar não sofreram na mão dos Kyrin e nem tanto com guerras contra outras raças. Fora na época das invasões demoníacas aonde cooperaram com os elfos da superfície (que eram naquele tempo em maior número que os elfos do mar), Tiveram um período de guerra civil que terminou com Netúnia deixando de ser a capital, mas no geral eles prosperaram. Existem cerca de dez vezes mais elfos do mar do que elfos normais atualmente, e alguns elfos da superfície inclusive vivem entre seus irmãos da água. Em planos normais onde os elementais da água (chamados de Tritons) se rebelaram e perderam, Dritons são mais raros que Djinns (mesmo considerando a proporção de 10 pra 1), mas são bem aceitos na sociedade dos elfos marinhos, porém não são reverenciados como seus "contrapartes" da superfície.

Línguas: Elfos do mar e Dritons começam com 10 pontos para distribuir entre as línguas, sendo que desses pelo menos 6 pontos devem ser gastos em Sea Elf (conta como elf accented). Eles podem gastar os demais em Tubarone, Mantis, Mermaid ou qualquer outra língua que possa ser justificada pela sua idade e experiência.
Atributos e desenvolvimento: Elfos do mar e Dritons podem chegar até 24 de IQ e se forem bem antigos, podem chegar em até 20 nos demais atributos. Podem comprar até 3 pontos de Will e Perception e dada uma boa explicação e algumas limitações, podem começar com Magery 4. Um Driton com uma boa história e que seja uma espécie de ranger, rogue ou guerreiro do mato pode comprar 1 rank de Sea Elven Heritage. Elfos que iniciem o jogo com isso, podem talvez vir a subir esse rank no futuro. Outras coisas que essas raças podem comprar serão discutidas em um post no futuro.








quarta-feira, 5 de julho de 2017

As Raças do Primórdio 10 - Os Kyrin

Um Kyrin antigo com uma lâmina psíquica,os renegados raramente conseguem
fazer essas desde que seu elo com Ayeras foi cortado.

Origem: Logo no início de tudo, os deuses perceberam a presença de outra entidade, uma capaz de corromper tudo, do tempo-espaço até a própria criação. Travaram uma batalha contra ela, e conseguiram aprisioná-la pois ela não podia ser destruída, porém ainda assim, sentiram a mácula do caos que aquele ser emanava, uma mácula que ameaçava corromper os próprios deuses.
               Após um conselho, decidiram que Crisallis era a deusa mais apta para certificar-se que a criatura continuaria aprisionada, pois sua natureza naturalmente caótica ironicamente combatia a mácula do caos. O ser mesmo aprisionado conseguia gerar outros à sua semelhança, e esses ameaçavam corromper tudo pela sua frente, até conseguirem libertar seu deus. Para deter seus avanços, para proteger o universo, Crisallis criou os Kyrin, os sentinelas do universo. Embora não assemelhem-se em comportamento à sua criadora, a natureza deles é puro caos, e essa mistura foi a harmonia perfeita para que a raça como um todo trabalhasse com um único propósito.
                A maioria esmagadora aceitou seu estilo de vida, mas alguns deserdaram, e fugiram para um plano próximo, o restante de sua raça optou por os perseguir e destruir, mas isolaram pra sempre esses Kyrin de seu plano natal: Ayeras, e com isso, fecharam pra sempre seu plano natal e cortaram o acesso dos renegados ao ecosistema perfeito que Crisallis tinha desenvolvido pra eles, aonde não precisavam descansar, podiam retirar seus nutrientes do próprio solo, e ao imenso poder psíquico que inundava o plano.
                 Porém o destino foi irônico com os renegados. Algumas das criaturas do caos tinham conseguido escapar de Ayeras, e instalar-se num plano próximo, mas, eles não estavam muito interessados em libertar seus deus, eles faziam aquilo pelo interesse próprio, eram de certa forma, também renegados de seu propósito. E quando descobriram que os Kyrin tinham chegado em seu novo plano, imaginaram que haviam vindo para destruí-los, e com isso, iniciou-se a guerra entre eles, os renegados não conseguiriam a paz.
                Não há registros de quando a guerra começara, mas as duas raças estavam empenhadas há mais tempo do que podiam lembrar em aniquilar a outra. Depois de algo que pareceu uma eternidade, os Kyrin renegados venceram a guerra mas não sem um preço, seu novo plano, Skarturas, estava arrasado, a maior parte dos animais havia morrido, a vegetação fora destruída, os solos não eram mais férteis e a água diminuía visivelmente a cada dia, eles estavam fadados à extinção. Trabalhando em uníssono, eles voltaram todos seus esforços pra arrumar uma saída, os Kyrin de agora, não lembravam mais do seu plano de origem, a guerra tinha durado tanto tempo, que quando terminou, nenhum deles conseguia saber qual tinha sido o propósito daquilo. Mesmo que soubessem que os de sua raça eram capazes de mudar de plano livremente, esses Kyrin renegados haviam evoluído de forma diferente, e sem acesso a Ayeras, à fonte de poder deles, eles não mais eram capazes. Com intenso estudo e pesquisa, eles descobriram sobre os planos, e tentaram de toda forma enquanto sua raça morria por falta de recursos básicos acessá-los, mas não conseguiam.
A visão dos Kyrins era aterrorizante, e o fato de que eles
podiam surgir de portais do nada os tornaram a maior
ameaça ao Primórdio desde as invasões demoníacas.
                 Até o dia em que ele chegou. Aparecendo no meio do ar durante uma reunião dos shoguns de cada clan e do imperador, Setzer chocou o mundo dos Kyrin, dizendo que vinha de outro plano onde fauna e flora era plena e que podia ajudá-los. Eles aliaram-se ao elfo e o plano de invasão começou, Setzer manteria a mortalha entre os dois planos abertos, e ensinaria os Kyrin a irem e voltarem como quisessem, além disso, conhecendo muito bem o Primórdio e seus habitantes, Setzer explicaria aonde eles deveriam teleportar e quem deveriam assassinar primeiro, priorizando os reis, líderes, representantes, arcanos, clérigos e shamans poderosos e qualquer um que pudesse servir de liderança para as raças dominantes do Primórdio.
               O golpe foi muito forte, os Kyrin mataram a maior parte da liderança e fizeram com que a população fugisse de suas cidades, as criaturas de diversas raças encontram-se e começaram a cooperar para retomar suas cidades e destruir os Kyrin. Isso perdurou por quase 30 anos, até que Vexsus e os arcanos mais poderosos que conseguiram escapar do "culling", descobriram que para usar esse poder de entrar e sair do plano praticamente onde quisessem, Setzer estava mexendo com a própria essência primordial, e que de alguma forma havia ancorado os Kyrin nos dois planos para permitir a eles manipular espaço-tempo da forma como estavam fazendo. Vexsus criou um ritual pra separar de vez os dois planos e com esperança, mandar todos eles de volta, e junto com os outros arcanos, realizou-o, conseguindo sucesso parcial, praticamente metade dos Kyrin foram expelidos para seu plano natal e trancados lá, para essencialmente morrer de fome e sem esperança. Junto com isso, nos quase 100 anos que seguiram-se, as raças aliadas conseguiram aos poucos recuperar seus territórios e a Ordem dos Rangers foi em tese bem sucedida em matar o arcano louco.
Uma Kyrin que nunca saiu de Ayeras

Descrição: Kyrin tem em média 1,90, possuindo braços e pernas muito longos, e mais finos do que o esperado. Eles possuem marcas em seus rostos, sendo que todo Kyrin tem um padrão de marca diferente. Os olhos são pura energia, que pode variar imensamente de cor, verde, azul, amarela, roxa, vermelha, branca, e até mesmo negra. Essa energia lembra um fogo queimando madeira. Eles são capazes de ajustar a emissão do brilho, porém um Kyrin irritado ou surpreso terá o mesmo muito intenso. Eles possuam algo semelhante a um par de chifres, e quanto mais velho o Kyrin é, mais pares de chifres e maiores os mesmos serão, esses chifres existem nos mais variados formatos. Suas mãos são grandes com dedos longos com unhas que mais lembram garras, e os dedos do pé são maiores em menor número e também lembram garras de animais. A cor predominante da pele é um azul pálido ou cinza, mas existem Kyrin brancos, marrons e até mesmo negros, ainda que os últimos sejam extremamente raros.
                   Kyrin são eternos, e tornam-se adultos por volta dos 10 anos de idade mas a reprodução e a gestação deles é algo totalmente diferente. Dois Kyrin criam um elo telepático e compartilham sua alma um com o outro, depois disso, eles imbuem parte de sua força psiônica num cristal apropriado e aguardam o período de incubação que pode levar de 5 a 10 séculos, dependendo de quanto poder psiônico foi depositado. Eles procuram colocar esse cristal em alguma caverna escondida ou o mais enterrado possível, e o casal em geral reveza-se tomando conta, tentando não ir muito longe da região geral onde sua futura prole está se desenvolvendo, porém enquanto está incubado com um Kyrin, o cristal é extremamente resistente e os pais desenvolvem uma espécie de elo, conseguindo de certa forma saber se o cristal está em perigo. Os Kyrin ficam mais fracos após imbuir seu poder no cristal, alguns até perdem habilidades psiônicas, mas esses poderes passam para sua cria, bem como algumas experiências que os dois tiveram, na forma de instintos para a criança. Isso garante com que após diversas gerações de Kyrin os mais jovens nasçam já com bastante poder psiônico e diversos instintos que os ajudarão por toda sua vida. Porém, quanto mais poder, maior a demora, então resta aos pais pesarem o quanto vale à pena ser imbuído. Pelo menos um dos pais permanece com o jovem Kyrin após o nascimento, passando mais coisas pra ele, mas depois que ele atinge a idade adulta, eles separam-se - Kyrin não formam laços familiares estreitos e apenas reproduzem-se pelo instinto de gerar uma marca no mundo, de fazer um ser com o potencial de superá-los.
                   No plano original deles, eles retiravam o sustento do próprio solo - especialmente criado por Crisallis. Uma vez removidos desse plano, os Kyrin são forçados a absorver a força vital de plantas, animais, e em último caso, de pessoas. Grande parte da devastação de Skarturas se deu por conta da guerra, mas há também o fato que os Kyrin aos poucos foram absorvendo a energia das plantas e animais, até não restar nada. Agora no mundo material, esse problema por enquanto é inexistente devido ao vasto número de recursos naturais, e ao contingente limitado de Kyrin, porém as outras raças costumam ficar horrorizadas ao ver um Kyrin se alimentar, especialmente se nesse processo ele acabar matando plantas ou ainda pior, animais.
Parte da primeira geração de Kyrin que fugiu de Ayeras, apenas para encontrar criaturas
do caos em Skarturas. A vigília é mesmo eterna.

Divindades: Os Kyrin de Ayeras tratam Crisallis como a única deusa existente - e de certo modo, presos naquele plano, lutando contra as aberrações, apenas deusa do balanço ousa ajudá-los. Já os Kyrin que fugiram paras Skarturas e depois vieram para o Primórdio (nome dado ao plano material, e planos adjacentes a ele) já não lembram de sua origem, e como não havia deus em Skarturas, eles não possuem deus algum. Claro que 1100 anos no Primórdio foi o suficiente pra eles entenderem como as coisas funcionam, e alguns Kyrin até mesmo buscaram a religião como forma de fortalecer o espírito. Os deuses normalmente escolhidos são Belliard, Petrus, Inerill e Aestus. Ainda assim, é extremamente raro ver um Kyrin clérigo, e na maior parte do tempo quando isso ocorre, é um Kyrin da nova geração - que nasceu no Primórdio.

Sociedade: Não se pode exatamente chamar o que há de Kyrin por aí de sociedade. Após serem derrotados no que ficou conhecido como a guerra dos 100 anos, a liderança Kyrin remanescente assinou um tratado aonde aceitavam tirar suas próprias vidas para que o restante de sua raça fosse poupado. E uma das coisas que os Kyrin acordaram nesse tratado é nunca constituir uma sociedade. Em momento algum pode haver mais de 20 Kyrin de um mesmo círculo social no mesmo local, e eles estão proibidos de criar vilas ou cidades nos continentes Verde, Branco, Vermelho ou Azul. Isso fez vários Kyrin migrarem para o continente Amarelo, aonde eles possuem uma cidade no norte do mesmo, mas chegar lá é extremamente difícil, e hoje em dia o Khalifado tende a barrar todo e qualquer Kyrin de entrar no continente, por medo que um dia eles aliem-se ao Império - visto que a cultura deles é surpreendentemente similar, e que isso já ocorreu com os ogros locais.
                    Nos demais continentes, os Kyrin vivem espalhados, raramente comungando com outros de sua raça por medo de chamar atenção dos demais habitantes do Primórdio. Mesmo após o tratado de paz ter entrado em ação, eles foram muito vítimas de perseguição e mortes injustas, claro que hoje, 1000 anos após, isso é muito mais raro, mas o terror deles ainda existe, bem como a desconfiança das outras raças. Os Kyrin inclusive costumam andar com rostos totalmente cobertos em cidades, usando panos, máscaras ou até mesmo elmos - o  que sim, chama atenção negativa, mas menor do que quando descobrem que eles são Kyrin. Muitos dos Kyrin procuram viver o mais parecido como viviam antes, servindo um Shogun, isso faz com que vários deles procurem por lordes, reis, imperadores e etc para servir pelo resto de suas vidas. Um homem honrado que consiga um Kyrin como vassalo terá um guerreiro leal e valoroso para o resto de sua vida, e muito provavelmente para o resto de sua linhagem ou até a morte desse Kyrin, mas mesmo 1100 anos depois do ataque, são raros esses lordes que aceitam Kyrin em seu serviço.
Um Kyrin que tem a honra de servir um grande lorde anão.

Situação: Existem poucos Kyrin no Primórdio, e a maior parte, sobreviventes da guerra dos 100 anos concentra-se no continente Amarelo. Aqueles que não conseguiram entrar lá, não tem interesse ou não sabem da cidade permanecem espalhados pelos continentes Verde, Branco, Azul e Vermelho, em ordem de onde há mais Kyrin. Quando conseguem achar alguém digno para servir que os acolha, fazem disso seu propósito de vida. Esses Kyrin, os antigos invasores, eles seguem o tratado e tentam não dar motivos para as outras raças odiá-los mais ainda. É muito difícil pra eles procriarem, eles necessitam de cristais específicos, aonde caiba por inteiro quase que um Kyrin inteiramente formando. Em Ayeras e Skarturas havia cristais desse tipo, já no Primórdio, os Kyrin encontraram apenas dois substitutos pra isso, os antigos cristais de Azura, que já foram inteiramente pilhados e usados por eles e depois pelos humanos, e diamantes brutos antigos. E embora haja uma boa quantidade de diamantes aí, eles são normalmente explorados por outras raças, e os Kyrin não conseguem pagar por um tão grande quanto necessário. Isso fez com que a maior parte dos invasores sobreviventes tenham desistido de ter filhos por hora, e agora eles planejam seguir com suas vidas. Quem sabe após alguns séculos ou mesmo algumas décadas servindo um bom mestre, eles não consigam adquirir cristais adequados.
                  O problema é no caso dos "newborn", Kyrin que estavam incubados em cristais e acordaram num mundo caótico que odeia eles. Aqueles cujos pais puseram mais energia e esforço despertaram com mais poderes e melhores instintos, e foram capazes de sobreviver num mundo que não é deles, aonde a maior parte das pessoas é quase hostil. Os que foram concebidos em menos tempo e não tiveram seus pais pra lhes resguardar invariavelmente encontraram seu fim no machado ou na espada. E esses "recém-nascidos" sobreviventes odeiam sua situação atual e diferente de seus pais, não a aceitam de modo algum, pois no geral eles foram concebidos num momento aonde os Kyrin estavam poderosos e orgulhosos, vencendo a guerra e dominando o mundo, todos os instintos passados por seus pais são instintos de batalha, guerra, orgulho e poder. Então devido a isso, quando existe algum problema com Kyrin (seja um bandido, assassino, mercenário, etc), geralmente é um desses, os filhos da guerra. E existem rumores, que alguns deles embora entendam a existência do tratado, tem comunicado-se contra isso, tentando ver o que podem faze para reverter sua situação.    
Aldial, um newborn arcano que acredita que os Kyrin devem reivindicar seu espaço no
mundo tem ganho cada vez mais aliados à sua causa.

                 
Opiniões sobre as raças:

- Humanos: Criaturas de extremo potencial porém comportamento extremamente divergente. Observe de longe, pacientemente, até encontrar algum deles que seja realmente valoroso para oferecer sua espada. Nossos pais os mataram como moscas, imagine o que os Kyrin da nossa geração que atinjam seu verdadeiro potencial podem fazer!
- Anões: A raça mais venerável dessa terra farta que nos odeia, porém eles são cautelosos em relação a nós, e demoram a confiar. Se conseguir algum contato entre os anões, tente entrar nas Montanhas Ululantes e lá encontrar um anão digno de servir. Os desbravadores desse plano parecem contentes em servir os anões apenas por eles serem os menos piores de todos, a derrota os deixou moles.
- Elfos: Após séculos de meditação é necessário entender que embora tenhamos sido devastados, se nossa raça como um todo tivesse continuado em Skarturas, hoje estaríamos extintos. Nós assassinamos milhares de elfos e destruímos o berço do poder deles, e eles condenaram metade de nossa raça à morte e lutaram como pais protegendo a prole em desenvolvimento junto com as outras raças até nossa derrota. Deixe o passado passar, e olhe pra frente. Quase extinguimos esses seres, e mesmo fragilizados como nós, temos que reconhecer que são as criaturas mais perigosos do Primórdio. Quando a hora chegar eles pagarão pelo exílio e morte de nossos pais. A morte chegará pra eles como a primeira brisa da manhã....inevitável.
- Djinns: São exatamente como os elfos. Não terão um fim diferente dos elfos.
- Orcs: Lutam de maneira incrível e honrada mas deixam as emoções tomarem seu melhor. Se fossem capazes de organizar melhor seus pensamentos e esquecer toda essa ira...essa raiva, seriam os donos desse plano. Essas criaturas podem vir a ser a ferramenta de nossa tomada ao poder. São nascidos do ódio, extremamente fáceis e se manipular, possuem a mente tão fraca quanto seus músculos são grandes, e são muito propensos à guerra com a chamada Armada.
- Ogros: A maior parte dos que vi são brutos desinteressantes, mas quando um desses dá para ser sábio, ele o é de maneira extrema. Ouça seus shamans, e tente conhecer os pacíficos, eles entendem de preconceito. Tão tolos quanto orcs mas menos numerosos, não são uma ameaça aos Kyrin e parecem já ter esquecido da guerra dos 100 anos.
- Troll: Nas invasões, nós pouco afetamos eles, e todos soldados que estavam vivos naquela época hoje já morreram. Ainda assim, a malícia em seus pensamentos é terrível, eles trabalham constantemente para justificar nosso possível assassinato para poder nos devorar.... eles acreditam serem capazes de usurpar poderes daqueles que consomem, e para eles, somos uma lista de habilidades desconhecidas que eles querem provar. Aqueles que não voltarem pro seu deserto inóspito cairão perante nossas espadas. Continue nas sombras, seja escuro e impenetrável como a noite pois quando a hora chegar cairemos como um raio.
- Troll da Montanha: São bestas sem honra que caminham sobre duas pernas. Se necessário, mate-os sem que eles saibam que você jamais esteve lá. Aceite a diferença física e intelectual, acabe com eles sem que uma luta se inicie.
- Goblin: Eles devastam o mundo de maneira mais rápida que devastávamos Skarturas. O perigo neles jaz no ciclo de vida extremamente pequeno, uma criatura que não valoriza sua vida é uma criatura perigosa. Fique atento a eles e às suas invenções, distância e cautela são suas melhores armas, lembre-se sempre que eles sabem muito pouco sobre nós e temem muito isso.
- Ferlix: Guerreiros destemidos de uma raça jovem. São honrados e valorosos mas sofrem de um mal parecido com o que assola os orcs. Rastreadores incríveis, tente não se esgueirar perto deles, se for pego, explique-se bem, lembre-se que eles não tiveram baixas na guerra dos 100 anos e parecem apreciar o fato de termos matado tantos elfos. Podem vir a ser grandes aliados. Odeiam os elfos e entendem nossa posição frágil no mundo, além disso, são totalmente a favor de liberdade e duvido que achem o tratado que forçaram nossos pais a assinarem justos.
- Norfss: Nossa chegada ao mundo e por consequência morte de muitos seres importantes das raças dominantes - sem contar os inúmeros soldados e civis que morreram nos 100 anos que se sucederam, pode ter causado um desbalanço do mundo e jogado essa raça para o topo da cadeia alimentar. Mesmo os melhores psíquicos entre nós tem dificuldade de encontrá-los ou penetrar seus pensamentos. Tenha muito cuidado com os Norfss, mesmo que nós não tenhamos  nos opostos diretamente a eles, eles parecem não tolerar muito nossa presença. No plano de dominação nossos pais negligenciaram em levar essas criaturas em conta, e agora elas estão mostrando suas presas. Caberá à nova geração fazer elas entenderem a diferença entre nossas espécies.

                                                                              Templates raciais:


|=> Invasores: 1010 pontos

|||ST +2 (20)
|||DX +1 (20)
|||IQ +1  (20)
|||Well trained (gastar 300 pts atributos) (300)
|||Doesn't Eat or Drink(20)
|||Unaging (15)
|||Doesn't Breathe (20)
|||Doesn't sleep (20)
|||Dark Vision (can see colors) (30)
|||Absolut Timing (2)
|||Long build (+1 de reach) (5)
|||Combat Reflex (15)
|||Weapon Master (Large class of weapons) (40)
|||Trained by a Master (abre skills como Power Blow, Mental Strengh, Lizard Walk, Invisiblity Art, etc) (15)
|||Experienced (gastar 200 pts em não psi skills) (200)
|||Psychic Vampirism (Steal Life Rank 1) (25)
|||Telephaty (Telesend Rank 4) (Telereceive Rank 4) (Atenção, isso permite comunicação entre o Kyrin e uma pessoa por vez desde que falem a mesma lingua. Para falar com vários e transpor barreira de linguagem o Kyrin precisará gastar pontos em técnicas telepáticas ou gastar ao menos 50 pontos em Pychokinesis, o que habilita pegar um perk: Pychic vocal cords; que permite a eles "projetarem voz" da sua frente, como se estivessem falando (nas línguas que eles souberem) (69)
|||Psychic Prowess (gastar 300 pontos em poderes poderes, skills e vantagens psiônicas). Os invasores só podem escolher mais 1 tipo de categoria (além de Psychic Vampirism e Telephaty que todos tem) dentre essas: Anti-Psi; Astral Projection; Ergokinesis; ESP; Probability Alteration e Psychokinesis (Nada de se levitation);. Rank inicial até 4, talento para categoria até 4, no geral, dentro dessas categorias tudo é liberado desde as técnicas, os poderes e até ranks maiores, mas existem alguns "catchs", em sumo, consultar com o mestre.  (300)
|||
|||Dying Race (-10)
|||No sense of smell or taste (-5)
|||Cannot speak (-15)
|||Code of Honor (Bushido) - precisa ser recomprado ou alterado caso o Kyrin não tenha um "lorde". (-15)
|||Social Stigma (Criminal Record) (-5)
|||Unhealing (partial) - Cura vida e crippling apenas com magias ou uso de Psychic Vampirism (Steal life) (-20)
|||Great Vow: Nunca permanecer perto de muitos Kyrin ao mesmo tempo e nunca conspirar contra a Armada, os Urgrosh, os Ferlix e os Norfss (-15)
|||Outsider (não podem ter magery, shamanistic Power ou Power Investiture) - Podem recomprar isso com 10 pontos para poderem ter Shamanistic Power ou os 20 para habilitar Magery e PI (-20)
|||Dependency (Dreadful 7) (daily ) - O Kyrin precisa tocar e manter contato para alimentar-se de energia vital de plantas de tamanho considerável ou de animais pelo menos uma vez por dia. Passar mais que 24 horas sem alimentar-se faz com que ele perca 1 HP pra cada hora subsequente até ele saciar sua fome. O tempo que ele leva pra isso depende do que ele escolheu absorver. Passar tempo demais sem fazer isso pode levar à morte do Kyrin, mesmo que de alguma forma ele consiga manter-se com bastante HPs.
.Diversas plantas - 4 a 6 horas e todas morrem após o processo.
.Árvores - de 2 a 3 horas e a árvore faz um teste de HT no fim do processo. (se for drenada novamente na mesma semana ela morre)
.Animais - de 1 a 2 horas - Quanto maior e menos animais, mais rápido, e eles fazem um teste de HT no fim do processo. (se for drenado novamente na mesma semana ele morre)
.Seres racionais - de 30 m até 1h - Quanto mais poderosos forem, mais rápido é o processo e eles fazem um teste de HT no fim do processo. (se for drenado novamente na mesma semana ele morre)  (-21)
Línguas: Invasores sabem "falar" e escrever fluentemente Kyrin, e podem gastar outros 4 pontos em língua como desejarem, podendo até aprender Norfss se assim quiserem.
Atributos e desenvolvimento: Kyrin podem chegar até 22 de ST, DX e IQ e 18 de HT. Podem comprar até +5 pontos em Will e 5 pontos em Perception, e até +4 pontos em visão aguçada, porém não podem comprar nenhum ponto de audição aguçada.






O misterioso Kyrin líder de um bando acusado
de ignorar o tratado e atrapalhar a paz do Primórdio
|=> Newborn: 410 pontos

|||ST +2 (20)
|||DX +1 (20)
|||IQ +1  (20)
|||Doesn't Eat or Drink(20)
|||Unaging (15)
|||Doesn't Breathe (20)
|||Doesn't sleep (20)
|||Dark Vision (can see colors) (30)
|||Absolut Timing (2)
|||Long build (+1 de reach) (5)
|||Psychic Vampirism (Steal Life Rank 1) (25)
|||Telephaty (Telesend Rank 4) (Telereceive Rank 4) (Atenção, isso permite comunicação entre o Kyrin e uma pessoa por vez desde que falem a mesma lingua. Para falar com vários e transpor barreira de linguagem o Kyrin precisará gastar pontos em técnicas telepáticas ou gastar ao menos 50 pontos em Pychokinesis, o que habilita pegar um perk: Pychic vocal cords; que permite a eles "projetarem voz" da sua frente, como se estivessem falando (nas línguas que eles souberem) (69)
|||Psychic Prowess (gastar 200 pontos em poderes poderes, skills e vantagens psiônicas). Os Newborn só podem escolher mais 3 tipos de categorias (além de Psychic Vampirism e Telephaty que todos tem) dentre essas: Anti-Psi; Astral Projection; Ergokinesis; ESP; Probability Alteration e Psychokinesis (Nada de se levitation);. Rank inicial até 4, talento para categoria até 4, no geral, dentro dessas categorias tudo é liberado desde as técnicas, os poderes e até ranks maiores, mas existem alguns "catchs", em sumo, consultar com o mestre.  (200)
|||
|||Dying Race (-10)
|||No sense of smell or taste (-5)
|||Cannot speak (-15)
|||Social Stigma (Criminal Record) (-5)
|||Unhealing (partial) - Cura vida e crippling apenas com magias ou uso de Psychic Vampirism (Steal life) (-20)
|||Dependency (Dreadful 7) (daily ) - O Kyrin precisa tocar e manter contato para alimentar-se de energia vital de plantas de tamanho considerável ou de animais pelo menos uma vez por dia. Passar mais que 24 horas sem alimentar-se faz com que ele perca 1 HP pra cada hora subsequente até ele saciar sua fome. O tempo que ele leva pra isso depende do que ele escolheu absorver. Passar tempo demais sem fazer isso pode levar à morte do Kyrin, mesmo que de alguma forma ele consiga manter-se com bastante HPs.
.Diversas plantas - 4 a 6 horas e todas morrem após o processo.
.Árvores - de 2 a 3 horas e a árvore faz um teste de HT no fim do processo. (se for drenada novamente na mesma semana ela morre)
.Animais - de 1 a 2 horas - Quanto maior e menos animais, mais rápido, e eles fazem um teste de HT no fim do processo. (se for drenado novamente na mesma semana ele morre)
.Seres racionais - de 30 m até 1h - Quanto mais poderosos forem, mais rápido é o processo e eles fazem um teste de HT no fim do processo. (se for drenado novamente na mesma semana ele morre)  (-21)
Línguas: Newborn podem optar por gastar seus 10 pontos de línguas como bem desejarem, podem inclusive não saber falar Kyrin caso não tenham tido contato com outros de sua raça, e terem aprendido línguas apenas roubando pensamentos com Telereceive.
Atributos e desenvolvimento: Kyrin podem chegar até 22 de ST, DX e IQ e 18 de HT. Podem comprar até +5 pontos em Will e 5 pontos em Perception, e até +4 pontos em visão aguçada, porém não podem comprar nenhum ponto de audição aguçada.






Os Kyrin que foram mandados de volta e selados em Skarturas, até mesmo morrer em batalha lhes foi negado.








quarta-feira, 28 de junho de 2017

Yellow Expedition


RING OF THE SEVEN OCEANS

Um símbolo de cooperação e amizade entre elfos da terra e do mar. Sete anéis desses foram pessoalmente craftados pelo rei Netunno e entregues em mão para os maiores sete embaixadores elfos da época. Esses anéis foram criados após a era das lendas (invasões demoníacas), e portanto possuem mais de 20.000 anos. É impossível saber só de olhar de quem era esse anel especificamente, pois os setes são réplicas exatas.


Ornate 5

Poderes:

Flow like water: +1 de Dodge
Water attunement: [Concede a escola da Água para criaturas com Magery ou Shamanistic Power, e as magias nesse anel contam como pré-requisito normalmente. Esse attunement leva 48 horas para acontecer, e remover o anel remove o attunement, desabilitando todas as magias aprendidas usando as contidas nesse anel (ou usando a escola "dada") como pré-requisito até o anel ser colocado novamente e o um novo atunnement ser realizado]
Umbrella                  [Sempre ativo]
Pressure Support 3 [Sempre ativo]


Seek coastline          [NH 18]
Waves                      [NH 18]
Purify Water            [NH 15]
Shape Water            [NH 18; CAST EM 1 SEGUNDO]
Walk on Water         [NH 15; CAST EM 1 SEGUNDO]
Water Jet                  [NH 18]
Water Vision            [NH 14]
Breathe Water          [NH 15]
Swim                        [NH 15]
Safeway to Atlantis  [NH 30]


Magia especial:

Safeway to Atlantis (VH)
                                    Special
Duração: Permanente
Custo: 20
Time to cast: 10 segundos
Pré-requisito: Usar um dos anéis dos sete oceanos

Transporta o caster e todos aqueles que estiverem de mãos dadas (como em um círculo, onde cada um dá a mão para o outro) para um local seguro em Atlantis, capital dos elfos do mar. O caster tem -1 pro NH para cada pessoa além dele nesse círculo.















sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Senso de dever 1






          O monarca e seus dois sentinelas adentraram os corredores rochosos das montanhas ululantes. Faziam poucos anos que o antigo regente, Dragonslayer havia abdicado, e que o povo tinha proclamado Caine como rei dos elfos. Ele ainda não estava acostumado à coroa, porém o fardo ele já suportava há muito tempo, e hoje, talvez o mesmo fosse ficar ainda mais pesado. Suas roupas eram sóbrias, para denotar sua intenção, o semblante fechado, sem o costumeiro sorriso estampado, a coroa escolhida fora a de Onix, a ideia que assim que adentrasse o salão, o imperador já entendesse que ali não havia um elfo disposto a discutir.
       
          Os guardas anões eram uma visão incrível, completamente armadurados, tudo metal, apenas olhos e barbas à mostra, o berço deles podia ser uma terrível maldição, mas ao menos a terra havia sido generosa com os pernas curtas. Seus dois sentinelas caminhavam um passo atrás, um de cada lado, Caine não olhava pra eles mas podia sentir o olhar desafiante de seus homens a cada guarda anão que passavam, eles haviam sido bem treinados, eram dois de seus melhores combatentes, estavam juntos desde a era das lendas, desde a última invasão demoníaca.

          Alguns passos após a entrada, numa área central aonde a própria rocha havia enegrecido, jazia a espada de seu irmão Samuriel cravada no solo. A monstruosidade era maior que um ogro e até um desses bem grande teria sérios problemas em empunhá-la  - mas não seu irmão..... "Sam sempre foi o mais esforçado de nós três....e como evidentemente não conseguia ser o mais belo, inteligente ou ágil, tentou ser o mais forte...mas até nisso, perdeu pra mim."

Pararam na frente do memento da batalha de Samuriel e de um dos últimos grandes lordes do inferno e Caine esticou o braço e colocou a mão esquerda no cabo, o mesmo estava na altura de seu peito quase. Casualmente fez alguma força tentando tirar a espada de lá e nada aconteceu, seus sentinelas olharam um pra cada lado, tentando disfarçar o que testemunharam e fingindo encarar os anões que passavam olhando o trio de elfos. O rei élfico colocou as duas mãos no imenso cabo da espada, amaldiçoou o fato de ser uma área sem mana, e fez mais força - dessa vez uma força considerável, deixou até um grunhido de esforço escapar e só parou quando o suor tomou conta de sua testa. Largou a espada e a contemplou. Achava que tinha se movido um pouco - e ele não tinha usado sua força total, porém, não havia tempo a ser perdido com essa besteira.
— Vamos — afirmou de maneira determinada, e pôs-se a marchar.

          Finalmente chegaram a Rundindor, a capital anã, Caine havia recusado toda e qualquer oferta de escolta dos anões, porém mensagens foram enviadas, e os preparativos adequados foram tomados. Caine e seus sentinelas entraram direto na cidadela do imperador, sem serem parados por ninguém e foram recebidos num salão oval. Na parede, uma grande tapeçaria carmesim com símbolos e Inerill e da família imperial. Em volta da mesa, encostados nas paredes jaziam guardas completamente armadurados, tower shields e martelos em punho, um parecia uma imagem do próximo. No meio, uma rocha redonda, sólida e polida que servia de mesa, cercada de cadeiras de madeira acolchoadas, da quais três eram ocupadas. No centro estava Bruenor GoldenBeard, ele trajava roupas simples de seda, braceletes de ouro em seus largos pulsos peludos, a barba ainda mais dourada que o metal presa em 3 tranças e adornada por 4 sessões de anéis de prata. Os olhos verdes do anão acompanhavam curiosos o movimento dos elfos, e acima de sua cabeça repousava a maciça coroa de ouro e jóias de todos tipos - era a mesma coroa usada desde o primeiro dos imperadores. Ao lado direito dele encontrava-se seu irmão, Rokken GoldenBeard, o conhecido sumo-sacerdote de Inerill. Ele não era tão largo e musculoso como seu irmão mais velho, e sua barba, mais cheia e mais longa, usada solta, não tinha um tom tão forte, porém os olhos cinzas dele pareciam tomar nota de tudo que ocorria. Usava um ornamental manto de Inerill, branco com o símbolo do deus prateado bordado no meio - Um martelo com asas de morcego atrás. E por último, mas não menos importante, o caçula dos GoldenBeard, Jaegar - um notório engenheiro, conhecido por ter melhorado a famosa besta, e por estar trabalhando num projeto audacioso que ligaria todas as cidades dos anões. Ele era o mais baixo dos três, bem como o mais fraco, e sua barba era mais ruiva que dourada, e bem curta e aparada, quase não chegava em seu peito, esse que estava exposto por uma camisa com gola em V, revelando um peito forte e cabeludo, com um colar de anéis por cima. Ele era o menos formal dos irmãos, e o único que estava com sua arma à mostra, a grandiosa besta chamada Dalila encontrava-se em cima da mesa - armada.

          Os elfos sentaram-se do outro lado da mesa, os sentinelas iam ficar de pé, mas Caine com uma olhar sutil indicou que sentassem ao seu lado - era uma imensa honra para Evon e Vaer. O imperador cortou o silêncio, e foi direto ao ponto.
— Então, Caine. — encarou os olhos do elfo. — Você vem até minhas terras sem anunciar isso, e adentra minha cidadela sem nenhuma palavra, tenho certeza que o que veio pra dizer não é nada bom — a voz do imperador soava como o trovão conquistando a tempestade.
— Fico feliz que estamos indo direto ao assunto.....imperador — Caine reclinou-se na mesa, como se quisesse olhar ainda mais de perto para o anão, sua voz era calma mas perigosa, como estalar de uma fogueira. — Nós fizemos grande progresso rechaçando os trolls dos continentes verde e branco — continuou o rei dos elfos — mas nossa jornada está longe de acabar, eu venho até aqui, pedir humildemente para que você prepare uma força expedicionária, nós vamos invadir o continente vermelho.
Os dois encararam-se por um tempo, como se estivessem digerindo o que foi falado, e então Bruenor começou.

— E por que faríamos isso? — com um gesto de sua poderosa mão, ele esmagou o ar. — Nós acabamos com os Urgrosh, expulsamos todos os trolls, goblins e ogros para o continente vermelho, e mesmo as tribos de orcs no continente branco são poucas agora. Nós inclusive perseguimos os trolls pra longe da costa do continente vermelho, — sua voz elevou-se, — então diga-me Caine, POR QUE nós faríamos isso?
— Você já respondeu sua pergunta, Bruenor — disse Caine rispidamente, como brasa mexida. — porque os trolls ainda vivem, e ainda são uma ameaça. Precisamos ter certeza de que deixarão de ser. Vocês anões não entendem tanto de magia quanto nós elfos, e eu afirmo, os trolls são arcanistas perigosíssimos.
— NÃO TENTE ME LUDIBRIAR, rei dos elfos — Bruenor levantou de supetão espalmando as duas mãos na mesa, seu irmão mais novo olhou temeroso pra sua besta, apenas a poucos centímetros do golpe do imperador, gentilmente arrastou ela um pouco pra longe com a mão direita.
— Eu sei que você não está dizendo a verdade. — Caine e seus sentinelas levantaram com certa urgência, um tanto quanto assustados com a reação do imperador. O sumo-sacerdote de Inerill levantou calmamente enquanto seu irmão mais novo arrastou sua cadeira um pouco pra trás e repousou a besta em seu colo - apontada para os elfos. — Não pense que meias verdades funcionarão comigo, Caine. Qual é sua agenda? — A pergunta saiu como demanda, o imperador começou calmamente a caminhar em volta da mesa. Ele usava um pesado cinturão de metal ornamentado com runas anãs, e preso ao mesmo estava Mjolnir, o primeiro martelo. O elfo não deixou por menos e também circulou a mesa, seguido de perto por seus sentinelas. Os dois entreolharam-se. Caine era quase duas cabeças mais alto que o anão, porém o mesmo lembrava um urso com sua largura incrível e seus braços rijos, parecia ser capaz de abraçar e esmagar o elfo até a morte.
— Eu mudaria o tom ao falar comigo, garoto — Caine olhava o imperador anão de cima, sua frase foi meticulosamente colocada de forma lenta, dando ênfase em tom e garoto. — você pode estar na metade final de sua vida, mas eu conheci o primeiro de sua família..... e conhecerei o último. — Os olhos de Bruenor tremiam, ele levou uma das mãos até o cabo de seu martelo e o apertou com força até os nós dos dedos ficarem brancos. Seu irmão colocou-se ao seu lado e encarava Evon com serenidade, como se o sentinela não fosse nada além de decoração no salão. O mais novo dos anões continuava sentado com sua besta no colo, como se não tivesse se movido, porém Vaer de canto dos olhos percebia que agora o virote tinha uma ponta negra com veios vermelhos.
— Você nunca vai ter metade da realeza que os DragonSlayers tinham, você sabe disso, né? — proferiu o imperador com raiva na voz, o corpo dele agora encostava o do elfo, e ele olhava pra cima direto nos olhos azulados de Caine.
— Ele renunciou porque quis, e eu sou a melhor opção para os elfos agora. Você devia me respeitar, EU MATAVA DEMÔNIOS MUITO ANTES DOS SEUS ANCESTRAIS RASTEJAREM PRA FORA DA MONTANHA — Caine falava alto, com os braços abertos e palmas viradas pra cima. A tensão subia na sala. — você vai ou não mobilizar suas tropas? Eu quero destruir os trolls, erradicá-los da face do Primórdio.
— EU NÃO GOSTO DOS TROLLS TANTO QUANTO VOCÊ, MAS PELAS BARBAS DE INERILL, ISSO NÃO É RAZÃO PARA ENTRARMOS NO CONTINENTE VERMELHO E PERSEGUIRMOS ELES ATÉ O MALDITO DESERTO, O QUE SE PASSA NESSA SUA CABEÇA OCA DE ELFO? — os dois agora gritavam abertamente um com o outro, o imperador cuspia e babava de raiva ao falar, e Caine revirava os olhos antes mesmo dele acabar suas frases, porém em um último esforço, ele respirou fundo e disse com calma, ainda que agressivamente.
— Seu pernas curtas imbecil, você não consegue conceber metade das coisas dessa realidade, seria impossível baixar até seu nível intelectual e te explicar tudo, só confie em mim.
— NÃO, E ESSA REUNIÃO ESTÁ TERMINADA, E SE VOCÊ... — Bruenor foi interrompido por Caine, que em um movimento gracioso sacou as espadas presas em suas bainhas no cinturão. A espada da direita parecia feita da própria luz, reluzia como um sol branco. Jaegar teve que tapar os olhos após encará-la. Já, a outra arma era feita da mesma matéria que a escuridão. Era como se ondas da energia negra destruíssem a realidade em volta e a absorvessem para dentro da espada. Eram as obras-primas do primeiro ferreiro, Zessex, Luz e Escuridão. Rokken no entanto não conseguiu parar de achar que a espada da escuridão parecia mais forte que a da luz - e segundo as lendas, as duas eram para ser iguais.

          Tudo aconteceu muito rápido. Antes de 1 segundo terminar, Caine estava em posição de combate, as pernas bem abertas, Luz apontada para o imperador e Escuridão para o sumo-sacerdote. Evon e Vaer estavam agora um passo à frente de seu mestre, Evon tinha uma rapier, e estava pronto para defender qualquer golpe que os quatro anões à frente desferissem, e Vaer tinha um arco, com 3 flechas armadas e apontadas para o besteiro. Os guardas tinham corrido até a comoção, um deles estava ao lado do imperador com seu escudo, o outro ao lado do sumo-sacerdote. Os outros dois cercavam os elfos, mas mantinham uma cautelosa distância. Os dois irmão mais velhos estavam lado a lado com seus martelos em mãos, Mjolnir exibia uma tremenda aura elétrica, e nem mesmo Caine conseguiu deixar de olhar para o artefato lendário e imaginar o estrago que um golpe limpo causaria. Já o mais novo dos Goldenbeard estava agora com a besta braceada na mesa, e apontava seu virote para o olho do rei dos elfos. Ele tinha total ciência que o arqueiro estava em seu encalço e desafiava Mandhros com sorriso destemido. Os dois grupos preparavam-se mentalmente para uma luta que poderia explodir a qualquer minuto, um tomando cuidado com sinais de agressão do outro, mas o que ocorreu foi algo que não poderia ser imaginado, e nenhum dos anões conseguiu agir até ser tarde demais.

          Caine, com a mesma graciosidade de um lince, girou suas duas espadas no ar, e desferiu um corte com cada ao mesmo tempo. As lâminas atingiram as nucas de seus sentinelas élficos. Os cortes foram tão devastadores que mais da metade do pescoço foi cortada. A cabeça dos elfos pendeu pra frente na direção do peito, como bonecos de pano, as mãos largaram as armas e os corpos desmoronaram no chão.
— PELAS BARBAS DE INERILL, O QUE VOCÊ FEZ, SEU ELFO VELHO E LOUCO? — Todos os anões recuaram ao menos dois passos, tentando absorver o que tinha acontecido. O imperador até baixou o martelo e levou sua outra mão à boca. E então Caine começou, a voz fria, como se estivesse falando do tempo.
— Se alguém usar magias de conhecimento e informação nesse salão ou em qualquer item dos aqui presentes, eles verão os seus anões atacando a mim e matando meus servos. — olhou em volta encarando os olhos de cada um dos presentes, enquanto reassumia uma pose de combate, agora com a perna da frente flexionada e a outra esticada pra trás. Um dos braços curvado com a espada por cima de sua cabeça, o outro rente ao corpo, com a espada apontada pra frente. — Se vocês decidirem me atacar e me matar, isso também aparecerá nas magias. Os elfos declararão guerra aos anões, e nós e os macacones vamos esmagá-los. — A calma daquele elfo era agonizante para o imperador, ele até ignorava o sangue de seus companheiros que escorria pelo chão e encostava em suas sandálias.
— O QUE VOCÊ PRETENDE? — O imperador avançou, seguido por todos os outros anões, eles se aproximaram perigosamente do elfo, suas intenções em evidência em seus semblantes.
— Talvez... — continuou Caine, na mesma voz calma, mas tomando nota do avanço dos outros, como um mangusto que se prepara para o bote da serpente — ... vocês me vençam aqui, mas eu lhes garanto que não será sem baixas. E eu focarei na morte de seus irmãos, Bruenor.
O imperador avançou, descrevendo um incrível arco com seu martelo, um golpe que começou embaixo e atacava por cima, isso no mesmo instante que o sacerdote atacava lateralmente com sua própria arma e canalizava a energia de Inerill para parar o elfo, os dois guardas da frente tentavam baixar as espadas de Caine com seus escudos, o virote de Dalila sibilava no ar, e os dois anões vindo de trás atacavam com tudo, desferindo marteladas com a maior velocidade possível, sem ligar para os contra-ataques que poderiam vir. Mas o elfo tinha ciência de todos os golpes, ele via tudo. Primeiro, entoou uma palavra secreta: — RÁÁÁÁÁÁÁÁÁ — reforçando sua própria magia e anulando qualquer coisa que o clérigo estivesse tentando fazer. Depois ele deu um pulo pra trás se afastando do golpe do sacerdote e fazendo o virote passar direto, a menos de 1 centímetro de sua testa. Desvincilhou Escuridão do anão à sua direita e usou a arma para defender os dois golpes que vinham por trás, aparou ambos com o mesmo movimento. Tentou tirar Luz do domínio do outro guarda mas não conseguiu, e evocou outra magia para auxiliar em sua esquiva - o que ainda assim não foi suficiente. Bruenor acertou o meio do peito do elfo com Mjolnir, um trovão nasceu do impacto
— KABOOOOOOMMM
seguido por um clarão imenso que deixou todos ali desnorteados. Quando recobraram suas visões, o elfo estava alguns metros afastado, ele tinha aproveitado o golpe e rolado acrobaticamente com o impacto do martelo, e agora não estava mais no meio de vários anões. Seu robe estava arruinado, exibia agora seu peito musculoso e chamuscado, com uma fumaça negra ainda subindo dali. Porém, pra surpresa dos anões, o elfo estava rindo, e ainda em pose de combate.
— Bruenor, eu achava que um golpe desse seu martelo seria mais forte, — provocou Caine — você tem certeza que quer continuar essa dança? Como eu disse, vai acarretar em uma guerra entre os elfos e macacones contra os anões, e agora eu até acho que talvez consiga matar todos vocês e sair vivo daqui.
Ele sabia que isso não era verdade, não com o teleporte banido, mas cada vez mais acreditava que conseguiria pelo menos sair da cidadela, deixando um rastro de anões mortos em seu caminho.
— Você está louco, Caine, não vê isso? — O imperador tentou apelar para o bom senso do elfo.
— ESCOLHA AGORA, PERNAS CURTAS, SEU POVO OU SEU ORGULHO? — Vociferou o elfo, com ódio ardendo em seu olhar. Escuridão parecia cada vez mais sinistra, hora com ondas negras, hora com onda roxas.
— Está bem. Nós prepararemos a comitiva. E eu sei que você vai precisar de blocos anões pra viagem no deserto, e caravanas tanques de água. — o líder dos anões parecia arrasado, a voz outrora sultuosa agora estava branda.
— Você escolheu bem, Bruenor — o elfo guardou suas armas. Anões eram cabeças duras mas extremamente honrados, e uma vez que ele tivesse concordado, ele não voltaria atrás.

          Os guardas se recompuseram e os três irmãos observaram atônitos enquanto Caine recolhia as armas e os pertences mais importantes como anéis e brincos de seus sentinelas mortos. O elfo sabia que não precisava se explicar, mas o fez ainda assim, não estava aguentando o olhar de censura dos anões - como se eles fossem superiores a ele.
— Esses dois traíram os elfos ainda na era das lendas. Eu descobri que eles compactuaram com diabos. — leu as expressões dos anões e então continuou enquanto aproximava-se do imperador.
— Eles concordaram em me servir, e que suas vidas seriam minhas para eu usar como bem entendesse. Eram traidores da raça, e hoje serviram um propósito maior.
— Quantos anos se passaram, Caine? Você permitiu que eles se redimissem, e os assassinou. — Bruenor olhava horrorizado pro elfo. Se ele era capaz de fazer isso com dois de sua raça, que o seguiram por milênios, até onde ele chegaria com outros que não seus semelhantes? Até onde ele iria?
— Eles morreram me defendendo bravamente de um ataque de trolls — o elfo encarou o anão, os dois olhavam-se fixamente — e é isso que a história lembrará. Eles são heróis agora, e se seus espíritos pudessem ser contactados, é isso que diriam.
— Você.... — o sumo-sacerdote de Inerill exitou por um instante, mas depois o fogo reacendeu em seus olhos e ele continuou com firmeza — você OUSA usar NECROMANCIA, você ousa dessacrar o espírito de seus irmãos?
Caine olhou pro sacerdote com desdém, como se tivesse ouvido uma coisa absurda,
— Não se esqueça, clérigo — começou o elfo — que não são apenas vocês que podem usar magias emprestadas de seu deus. Nós elfos fomos criados por Mercius, exatamente como Inerill.
O anão começou a falar em protesto, mas o elfo continuou com um gesto.
— Não estou aqui pra discutir magia ou moral com você. Eu já tenho o que preciso, e agora, com sua licença, eu vou indo.
O rei dos elfos começou a caminhar para a porta, mas virou quando Bruenor chamou sua atenção.
— Caine — o anão olhava pra ele com raiva, e como se estivesse novamente a ponto de atacá-lo — nunca mais volte aqui com outros pedidos como esse, ou por Inerill, meu povo poderá sofrer, mas de mim você só terá o martelo.
O elfo assentiu respeitosamente com a cabeça, mas sem se mexer disse.
— Eu sei disso, Bruenor, mas não se preocupe.... — deixou o assunto um pouco no ar, enquanto um sorriso formava-se em seu rosto — se um dia eu precisar negociar algo do tipo novamente, você...e seus filhos já terão morrido há muito tempo.
Os anões cerraram seus punhos, e o elfo fez menção de virar-se, mas Goldenbeard continuou
— Só me diga uma coisa Caine — o anão aproximou-se do elfo e os dois líderes encaram-se de perto uma última vez — por que?
Caine pensou em não responder, pensou em ir embora, pensou em muitas coisas, mas decidiu que o anão merecia a verdade, aqueles olhos verdes do imperador eram mais poderosos que o próprio anão.
— O profeta Olorin, aquele que veio do futuro com seus companheiros, ele disse que trolls matariam minha esposa. — o elfo olhou para o anão, e pela primeira vez naquela reunião, a arrogância parecia ter tirado folga.
— O profeta Olorin disse que em todos futuros que eles conheciam, a morte da minha esposa me tornava um monstro. Um monstro que queria dominar e destruir tudo, um monstro que queria vingança. Você não entende, Bruenor, se eu fiz o que fiz....se eu faço o que faço, é porque quero evitar isso. Eu não quero virar um monstro.   Caine soava quase como se estivesse assustado.
E dizendo isso, os dois colocaram as mãos um no ombro do outro, e o elfo virou e começou a sair do salão. O imperador anão deu um passo à frente e disse, recobrando sua voz de trovão.
— É ótimo que sua esposa esteja segura, mas é uma pena que ela não tenha precisado morrer para que você se tornasse um monstro, rei dos elfos.
Caine continuou caminhando, uma lágrima escorreu de seu olho, aquilo havia doído mais que a martelada no peito. Ele pensou em mil respostas, mas estava ocupado demais tentando impedir a tremedeira em sua boca, e as lágrimas que teimavam em escorrer - ninguém jamais o veria chorar, e ele faria tudo para manter sua esposa segura, faria tudo que precisasse pros elfos prosperarem, faria cada coisa em seu alcance para manter o mundo a salvo.