terça-feira, 22 de setembro de 2015

Aliados temporários 6 - Bastion


Bastion atualmente, o paladino de prata de Bahamuth

Idade: 1104 anos
Altura: 1,75
Peso: 60 Kgs

História: A história de Bastion é quase tão longa quanto trágica. Nasceu no Viveiro élfico situado no centro do Deserto Troll. Desde criança foi condicionado a obedecer seus mestres acima de tudo, e teve que passar por todo tipo de privações e abusos. A família de trolls líder da Quarta Torre, os Zunin, passam seu ensinamento em como criar escravos e cruzar elfos de pai pra filho há muitas gerações, e sabem como criar os escravos mais perfeitamente submissos que alguém poderia pedir. Bastion foi treinado nas artes de fazer sexo gostoso, contar histórias, performar pequenas peças de teatro, preparar um bom jantar, recitar os brasões mais importantes do mundo, conhecer as organizações e ordens políticas poderosas e fazer uma massagem magnífica.
              Zunin' Sahad logo viu que o elfo era distinto, e o acolheu como escravo pessoal, não que isso significasse alguma mordomia, seu amo era um troll opulento, mais pesado que qualquer outro troll que Bastion já vira, e fazia questão de toda noite jantar um elfo por inteiro. Bastion era obrigado a partilhar dessas refeições - desde o princípio - tendo sido forçado a matar e preparar outros de sua raça pra seu amo, e às vezes até mesmo a tê-los como refeição. Além disso, o jovem escravo tinha toda noite que satisfazer seu mestre sexualmente e a esposa dele, visto que o gordo troll não gostava de ter trabalho e se cansar, e sua mulher era bruta demais. Por 300 anos ele serviu o troll, até que um dia, sem explicações, foi vestido e enviado para Sarkogar, Bastion não sabe o que o fez ser transferido, mas no momento de sua partida, pôde ver que seu antigo mestre estava realmente furioso, dizendo que um dia ainda mataria o maldito bruxo.
               Com Sarkogar, acabaram todos os serviços sexuais, e Bastion não precisava mais matar, cozinhar e devorar outros elfos, mas aquele lugar era um outro tipo de inferno - um mais profundo e terrível. O velho feiticeiro era o lorde da Primeira Torre, e assim que o elfo chegou, o afligiu com diversas magias diferentes - entre elas: Burning death, Rotting death, Decay, Agonyze, Terror, Horror, Flesh to stone, isso só pra contar as mais normais. Toda vez que Bastion chegava à porta da morte, Sarkogar parava, seus clérigos curavam o elfo e uma nova onda de magias terríveis começava. Em sua servitude pro feiticeiro, pelo menos umas 5 vezes seu mestre fez seu coração parar de bater, outras tantas vezes, impediu o fluxo de oxigênio para o seu cérebro e em uma vez particular, dilacerou o corpo do elfo em dois, cintura pra baixo com uma wall of force. Mas o velho bruxo tinha grandes planos, e conseguiu que seus clérigos regenerasse e curassem o mesmo, e até deu ao escravo 2 dias de folga pra se recuperar desse incidente. O troll viu potencial arcano em Bastion, e entre uma tortura e outra, o ensinou a fazer magia, e desenvolveu o poder mágico do elfo, tudo isso com um plano perverso em mente.
                250 anos depois, foi arranjado para Bastion estar com um grupo no local errado e ser capturado pelos capatazes de Sirkraff, o líder da Segunda Torre. O elfo devia galgar os rankings nas areias da arena, pra conseguir um dia estar cara a cara com o troll que comandava aquilo tudo e assassiná-lo por seu mestre. E isso ele fez, com seu arsenal mágico, Bastion dispôs de diversos oponentes, vencendo a maioria sem dificuldades, e logo conseguiu um encontro cara-a-cara com o mestre dos gladiadores. Bastion foi conduzido até uma arena pessoal do líder da torre, dentro de sua residência, e lá estava ele, quase sem roupa, apenas trajando uma tanga gladiatorial. O imenso troll era extremamente forte, algo não tão aparente quando está vestido, com quase 2 metros de altura e ombros largos, Sirkraff apresentava uma pele cinzenta sem nenhuma cicatriz. O troll de cabelos curtos e negros e olhos avermelhados virou-se, olhou para o elfo e sorriu, as presas enormes sempre aparentes, davam a ele uma aparência ainda mais intimidadora - mas Bastion não era alguém que se intimidava facilmente, e por seu mestre, Sarkogar, ele atacou. O arcano tinha treinado intensamente nos últimos 250 anos, mas nas últimas décadas, praticamente tinha praticado apenas uma magia, inventada pelo troll bruxo: HELLFIRE DEATH.
                 O imenso troll caiu vítima da magia de Bastion e ajoelhou-se, com as duas mãos no chão, tentava falar, mas fumaça saía de sua boca, e chamas negras e azuladas escapavam de seus olhos e ouvidos. Bastion vendo que tinha o troll a sua mercê, aproximou-se, agachou-se e sussurrou nos ouvidos do Troll que contorcia-se enquanto tinha todos seus orgãos queimados pelo fogo maligno de Sarkogar. "Cumprimentos de Sarkogar". Depois disso levantou-se, virou de costas e começou a caminhar até a saída da arena, parando apenas quando uma grande sombra pairou sobre ele. O escravo virou-se lentamente e engasgou perplexo quando viu Sirkraff de pé, sorrindo, com fumaça e fogo negro e azulado ainda aparecendo por trás de seus olhos e saindo de sua boca e ouvidos. Depois, numa fração de segundo, o grande troll agarrou Bastion pela cara e bateu sua cabeça na areia, e ali segurou o elfo até que o mesmo desmaiasse sem conseguir respirar.
Bastion após concluir seu treinamento inicial no templo de Bahamuth. Aqui ele era apenas um aspirante. e como manda a sua igreja, ele deveria agora peregrinar por 5 anos fazendo o bem, sem ser permitido que usasse magias ou armas para lidar com situações de perigo. Uma das cinco grandes lições que aspirantes a paladinos precisam aprender é saber como é ser totalmente indefeso e sem poderes em situações de perigo.

                  Bastion recobrou a consciência, preso no teto pelos pulsos e preso no chão pelos calcanhares, na sua frente uma mesinha com diversos objetos de tortura - vários deles bem ensanguentados - e na frente dele, Sirkraff. Depois de mais uma sessão de torturas, Sirkraff revelou que estava torturando o elfo há 3 dias e que essa era a primeira vez que recobrava o suficiente a consciência para uma conversa, mas que não era o momento ainda, e a tortura recomeçou, o elfo só teve tempo de constatar que Sirkraff ainda estava sob efeito de Hellfire death, depois disso, incrédulo, desmaiou. Bastion não sabe quanto tempo ficou preso, mas quando acordou em uma cama, estava magro, todo seu corpo doía, e seus pulsos e calcanhares estavam quase até o osso, por causa das correntes que o prenderam. Bastion estava livre pra fazer magias e fugir mas sabia que não conseguiria ir muito longe antes de desmaiar e aceitou sua condição. No dia seguinte, finalmente conversou com o líder da Segunda Torre, descobriu que a magia feita especialmente por Sarkogar para matá-lo, era ineficiente. A magia é uma espécie de burning death, só que craftada para cortar a regeneração de seu alvo em quase 100%, mas aparentemente quase 100% era o suficiente pro grande troll ignorar completamente os ferimentos causados pelo fogo infernal. Nos dias que se passaram, Sirkraff apresentou a Bastion documentos de transferência de sua posse, o velho bruxo tinha vendido o elfo sem valor ao seu rival. Séculos de doutrinamento fizeram com que o escravo aceitasse sua condição e passasse a servir seu novo mestre. Sirkraff decretou que ele lutaria na arena, mas não poderia usar nenhuma magia, o povo estava cansado de ver um elfo em corpo de chamas acertando oponentes com jatos de fogo, oponentes que não conseguiam feri-lo. Eles queriam ver sangue, o troll, queria ver o arcano sofrer.
                  E assim foi, Bastion fez diversas lutas na arena, as primeiras contra oponentes fracassados, e as seguintes cada vez com oponentes melhores, Sirkraff queria construir a reputação do antigo arcano poderoso que agora tinha perdido seus poderes, e estava tentando aprender a lutar com armas, porém, na luta onde o troll achou que Bastion fosse cair, o gladiador triunfou, demonstrando ser muito mais ágil do que até ele mesmo achava que fosse. O líder da arena tratou de transformar sua próxima luta numa execução, Bastion lutaria ao lado de vários criminosos, fugitivos e pessoas condenadas a morte, contra um grupo de gladiadores que vinha vencendo tudo. E mais uma vez o elfo frustrou o troll. Dessa vez, não por sua competência, mas por pura sorte. Entre os prisioneiros encontrava-se Magnar Barba de Platina, um poderoso paladino de Bahamuth, e ele praticamente sozinho derrotou o grupo rival, e salvou a vida do elfo, ao menos umas três vezes. A platéia adorou aquilo, elfo e anão lado a lado vencendo as animosidades e Sirkraff se viu obrigado a colocar os dois juntos a partir dali.
                  4 anos e muitas lutas se passaram, Magnar tinha tomado Bastion como pupilo e ensinava tudo ao mesmo, desde combate, até doutrinas de Bahamuth e principalmente: compaixão, o elfo precisava muito aprender isso, visto que só conhecera sofrimento desde que nasceu. Os dois estavam radiantes, pois em sua última luta derrotaram um terrível Ursonis, grande guerreiro urso do continente azul, media mais que 3 metros e usava uma alabarda ainda maior que isso. E essa vitória tinha garantido a eles a oportunidade de lutar por sua liberdade, o povo tinha clamado e o líder da Segunda torre teve que ceder e anunciou, que a próxima luta seria a última deles. E finalmente quando chegou o dia anterior à luta, e separaram os dois em celas diferentes, Magnar compreendeu. Nessa noite e no início do dia seguinte, tentou passar mais valores pro seu amigo elfo, e pediu a ele que prometesse, não importando o que acontecesse, um dia procurar Bahamuth, um dia, fazer o bem, apenas por fazer. Bastion aceitou claro, mas desdenhou da possibilidade do poderoso anão perecer, os dois lutando juntos eram imbatíveis, e seu mestre era a pessoa mais resiliente que ele já tinha visto.
                    Quando Bastion se viu nas areias escaldantes da arena, com seu mentor e melhor amigo do outro lado, seu coração partiu, abusos, violações, surras, humilhações, torturas, nada até hoje tinha feito sua garganta engasgar, e lágrimas escorrerem daquele modo. O elfo até tentou não lutar, mas Magnan sabendo que se não lutassem seriam os dois executados, atacou seu pupilo, de modo que ele pudesse defender-se com o escudo, como tinha sido ensinado. Bastion tentou fazer o anão parar, mas ele continuava dizendo que precisavam lutar, que tinham que fazer isso, e depois passou a gritar que não era amigo de Bastion, que só queria uma luta fácil, só queria ser livre, que tudo tinha sido uma grande mentira de Sirkraff, até que finalmente o elfo começou a lutar pra valer. Depois de um grande show pra plateia, o arcano impedido de usar magias atravessou o peito de seu mestre com a espada, o anão em seu suspiro final sorriu, disse que amava Bastion e que ele devia procurar Bahamuth no continente azul.
                     O gladiador foi coroado campeão e a ele foi concedida a liberdade. Livre na cidade Troll, mas sem nenhum cobre, ele foi forçado a mendigar, comer de lixos, vender seus serviços como mago por scraps, e até mesmo a roubar. Viveu uns meses assim e viu o que os trolls passavam, analisou com curiosidade que em alguns momentos, talvez fosse melhor morar em um viveiro elfico - se você fizesse tudo direitinho, provavelmente não seria surrado, e sua refeição estaria garantida. Por três vezes tentaram capturá-lo para escravizá-lo e por três vezes escapou, mas um dia dormindo num local escondido, 4 trolls o encontraram e o pegaram de surpresa, ele acordou justamente a tempo de tentar se desviar de uma facada, que relou em sua barriga e o envenenou, no segundo seguinte tentou castar uma magia, mas um bruxo troll estava preparado pra isso e impediu ele com sua própria magia, começou a levar uma surra e seria capturado se não fosse por uma figura que pulou das sombras com uma longa lança e matou o mago de surpresa, e depois de forma muito eficiente, matou outros dois atacantes, deixando o quarto para Bastion incinerar.
                       A amizade entre os dois foi instantânea, o jovem troll chamava-se Haquin'Sharar, e era, ao menos pros padrões trolls, de ótima índole. Os dois ajudaram-se nas ruas da terrível cidade no centro do inóspito deserto troll, e algumas décadas depois fundaram uma companhia de mercenários, o exímio lanceiro sempre quis ser dono de uma, mas precisava antes se capitalizar, coisa que com a ajuda de seu melhor amigo elfo, foi capaz. A Liga de Ferro foi fundada e no início eles faziam basicamente serviços de cobranças ou de proteções de caravanas. Haquin cuidava da maior parte das negociações, enquanto que Bastion, uma figura atípica para aquele local, ficava como o vice-líder misterioso. Em poucos anos, eles já tinham 60 pessoas trabalhando pra eles, e Bastion conquistará uma reputação como o impiedoso Flamewaker, as pessoas temiam a Liga de Ferro. O elfo e o troll agiam como irmãos, e finalmente puderam experimentar o luxo que o dinheiro pode comprar, dormiram nas melhores tavernas, comiam as melhores comidas, bebiam o máximo possível em seu tempo livre e transavam com todas mulheres que podiam, pagas ou não.
                       Já estavam juntos há 200 anos, sendo inseparáveis, quando foram chamados pra conversar com Malar o sombrio, Líder da Terceira Torre e sumo-sacerdote de Jar'kharzar ( o deus troll do sofrimento, tortura, doenças, maldade e perseverança). Decidiram que não era uma boa idéia Bastion ir, Haquin afirmou que nada tão belo como ele devia arriscar entrar naquela torre, e embora o elfo já tivesse passado por três das quatro torres, não se opôs a ideia, não fazia nenhuma questão de conhecer esse troll esquisito e no fim das contas, quem cuidava mesmo das negociações era o companheiro. Fecharam um serviço com ele, pagaria mais do que receberam nos últimos 40 anos. Deviam escoltar um alto sacerdote de Jar'kharzar e sua comitiva, até uma vila no continente branco para roubar um item sagrado, tinham também que eliminar todas testemunhas. Haquin e Bastion não eram santos, já tinham aceitado lutar em algumas guerras por ouro, e os dois já tinham cometido pela compensação correta, diversos assassinatos, a filosofia era simples, se alguém está pagando pra você ser assassinado, certamente alguma grande merda você fez. Aceitaram o serviço e partiram, deviam tentar chamar o mínimo de atenção possível, portanto foram apenas os dois, o sacerdote, a comitiva de 4 trolls e mais 2 dos melhores da Liga de Ferro.
                       Chegaram na vila, Bastion ficou do lado de fora tomando conta do sacerdote e seus seguranças enquanto que Haquin e os outros dois trolls entrariam e eliminariam qualquer pessoa lá dentro. Fizeram isso e o troll chamou pelo irmão, o sacerdote mandou os seguranças ficarem do lado de fora da casa e entrou com o elfo. Lá dentro encontraram uma grandiosa caixa metálica aonde supostamente estaria o artefato, o alto sacerdote de Jar'kharzar pediu privacidade, mas Haquin não deixaria ele ali sozinho, algo poderia acontecer e ele não queria por o contrato em risco, no fim, cedeu que ele e Bastion apenas poderiam ficar dentro da casa, os demais ficariam do lado de fora. O troll trabalhou por 2 horas pra tentar abrir a pesada caixa metálica, tentou magias, força, rituais e até preces para seu deus maligno, mas nada adiantou. Pra extravasar a frustração, resolveu fazer uma pausa para comer, e sentou ali mesmo, no chão, onde tinham dois elfos que tinham sido mortos por Haquin, e sem pudor, arrancou o olho da elfa loira morta e o levou até a boca. Nesse momento, um choro de criança foi ouvido pelos três, no canto da sala, embaixo de uma cadeira com um manto por cima, tinha uma garotinha elfa chorando. O sacerdote arrancou a criança dali, elfa que tinha o equivalente em anos humanos a 10 anos de idade, e então, aos risos, tinha acabado de ter uma idéia muito melhor pra conseguir inspiração pra abrir a caixa metálica, anunciou pra Bastion e Haquin que iria devorar a garotinha ao mesmo tempo que fodia ela, como mandava seu deus.
                         Bastion não sabe o que o fez agir, mas aconteceu tudo muito rápido, em poucos segundos ele cravou a espada na barriga do alto sacerdote e tomou a elfinha em seus braços, o troll horripilante gritou, e sua comitiva e os outros dois mercenários entraram no quarto, Haquin estava boquiaberto, completamente paralisado. O arcano sabia que tinha condenado ele e o amigo, e fez o que podia para amenizar a situação. Com uma velocidade incrível, ele acertou um jato de fogo na cara de seu irmão que levou as mãos à face e urrou de dor, ao mesmo tempo que conjurou uma muralha de fogo bloqueando a passagem dos demais, e se jogou pela janela, deixando pra trás o sacerdote ajoelhado, seu melhor amigo machucado e os demais sem entender nada. Dali, fugiu em direção à floresta, parando apenas pra fazer uma magia pra cobrir seus rastros. A elfa chorava e soluçava em seu colo, apertando forte a cabeça contra seu peito. "Tudo vai ficar bem, querida" - era só o que ele conseguia dizer.
                       

Assim que deixou a Liga de Ferro partiu para o Continente Azul em busca do Templo de Bahamuth nas montanhas geladas. A região é fria e inóspita, e o arcano gladiador passou grandes perigos por aqui até chegar ao seu destino,  por sorte, descobriu que fogo, sua melhor escola, era muito útil por aqui e deixou uma pilha de corpos em seu caminho.

                      Os dois elfos foragidos tinham escapado há dias e andavam pelas florestas geladas do sul do continente branco, Bastion estava seguro que não o tinham seguido, mas sabia que seria perseguido dali em diante, e por isso precisava deixar a garota com alguém. Ninguém iria saber quem ela era, mas antes que pudessem por esse plano em prática, foram emboscados no alto de uma cachoeira que dava em um grande rio. O sacerdote tinha ficado vivo e com suas magias tinha sido fácil achar o elfo. Antes que pudesse castar qualquer coisa, seu irmão por escolha arremessou uma faca nele, faca que Bastion desviaria facilmente com sua magia contra projéteis....porém não dessa vez, a faca era meteórica e fincou fundo no baço do elfo pouco armadurado. No alto da dor, ele apenas conseguiu agarrar a jovem elfa e se jogar com ela lá embaixo, tentando cair na água e não nas pedras. Não submergiram depois de vários minutos, o sacerdote queria descer e certificar-se de que estavam mortos, Haquin disse que não era preciso, que tinham morrido, e não aceitou argumentação, tinham o artefato e agora o entregariam para Malar.
                       Bastion acordou na cama em um chalé simpático, a jovem elfa gritou de felicidade quando seu salvador abriu os olhos. Durante a queda, Bastion tinha castado magias de proteção nela, e a correnteza forte tinha arrastados os dois por debaixo d'água para muito longe da visão dos trolls. Minutos depois, eles seriam encontrados por Raziel, um jovem pescador elfo, que performou primeiros socorros e os acolheu. Levaram algumas semanas pro ex-gladiador se recuperar, e nesse tempo, ele ficou feliz em ver que Raziel era mais do que falava e que estava dando atenção e treinando a criança na arte do arqueirismo. O pescador era na verdade um membro da Ordem dos Rangers - e um membro proeminente, pois tinha dois broches de prata da ordem, um símbolo de um arco e flecha usado pra prender uma capa e que também protegia o usuário de tentativas de scrying. Raziel fez os dois elfos acolhidos usarem os broches o tempo todo, e isso provavelmente tinha frustado as tentativas de seeker por parte do clérigo, que eventualmente desistiria e aceitaria que morreram na queda.
                       Depois de totalmente recuperado, Bastion partiu numa noite escura sem dar explicações. Ainda que achassem que ele estava morto, ele não queria correr o risco de atrair atenção indesejada pra garota, e o motivo maior, ele não conseguia se perdoar, sempre que olhava pra elfa, lembrava dos elfos estirados no chão - provavelmente pais dela - e se sentia culpado por todo o sofrimento causado à mesma, culpa que o fez lembrar de seu antigo mestre, ele tinha que procurar Bahamuth e deveria fazer isso sozinho. Quando ia embora, encontrou com Raziel na floresta escura, o elfo da Ordem dos Rangers disfarçado de simples pescador sabia que isso aconteceria, trocaram algumas palavras e o mesmo disse que quando Selenys Rainwhisperer fosse adulta, ele teria que mandá-la embora, pois estava no encalço de um shaman perigoso, e não podia parar a missão por muito tempo. Bastion nada disse, sabia que ela estava em boas mãos.
                       Depois de muito tempo e inúmeros desafios, finalmente achou o templo de Bahamuth no continente azul, e lá foi aceito como iniciante. Lá permaneceu por décadas, subindo nos rankings da igreja, até que foi aceito pelo então Paladino de Bronze de Bahamuth como pupilo, iniciou seu treinamento a aspirante a paladino, e logo foi enviado numa missão de paz que duraria 5 anos. Por esse tempo, ele devia peregrinar fazendo o bem, ajudando todos que pedissem, dependendo da boa vontade dos outros pra dormir e comer, e nunca deveria usar suas magias ou armas para lidar com as situações que aparecessem. Para ter a verdadeira compaixão pelos necessitados, era preciso sentir-se indefeso. A igreja de Bahamuth não treina seus maiores acólitos para serem forças do bem, ela os treinam para SEREM o bem.
                       O elfo concluiu com êxito essa missão e anos mais tarde foi condecorado Paladino de Bronze de Bahamuth. Hoje, 300 anos depois, Bastion é o Paladino de Prata de Bahamuth e está procurando alguém de bom coração, grande compaixão, extremamente altruísta e capaz para ser seu pupilo.

Bastion após sua penúltima luta na arena. Na próxima vez, ele e seu mestre lutariam pela liberdade

Encontro: Bastion encontrou os Guardiões do Bem no continente verde. Ele preparava-se para tentar salvar uma vila humana que estava sendo atacada por diversos Urgroshs raivosos, influenciados por uma réplica da Manopla de Belliard. Os Guardiões do Bem (muito antes de terem esse nome) apareçam ali e o ajudaram a salvar a vila.

Objetivo: Caminhar pelo mundo fazendo o bem sem pedir nada em troca, tentando passar essa filosofia para o máximo de pessoas possíveis.

Situação atual: Bastion ia lutar mais uma vez por Sirkraff para salvar sua mãe, mas o sádico líder da Segunda Torre explicou pra Bastion que seu oponente estaria drogado e envenenado, e que a vitória do Paladino era certeira. O elfo suplicou para que a luta fosse justa, mas o troll rindo não aceitou. Tendo deixado sem saída, Bastion se recusou a executar um homem indefeso e uns dia antes, soltou ele, sua mãe e outros escravos da arena e organizou uma fugam, tiveram que lutar bastante, tendo no fim sobrado apenas ele,  Zaru, sua mãe e 2 elfos, um guerreiro e um arcano. Quando tentavam fugir pelos desertos, sendo perseguidos por grupos montados de Sirkraff, Vadin, Cedrik, Augustus e Gebdin apareceram com um Zepelim e o salvaram. Agora Bastion precisa achar algum local pra ficar um tempo com sua mãe, que sofreu um processo de "tranquilização" aonde perde toda sua personalidade.

Opiniões sobre os Pcs:

Cedrik: Bastion sabe que o ingênuo arqueiro é puro de coração, e espera que sempre trilhe um caminho do bem. Ele não entende quando as pessoas dizem não gostar dele, pois é sempre tão amistoso com todos. o elfo anceia pra ver que tipo de homem esse jovem vai se tornar, e espera que seja o melhor possível

Vadin: O paladino entende melhor do que ninguém o sofrimento dos trolls e por isso não condena nenhuma atitude de Vadin. Pelo contrário, sempre que foi colocado em provação, o troll - assim como seu antigo amigo, Haquin - excedeu todas as expectativas dos demais, e fez o bem. Bastion acredita que fazer o bem tendo tido uma bela vida, é muito mais fácil que fazer o mesmo tendo vindo da merda. Ele vê um grande futuro para Vadin e espera que quando a hora chegar, que o mesmo tome a decisão correta.

Gebdin: Bastion conhece muito pouco o anão, mas por ser um arcano e ainda clérigo de Bahamuth, já ganhou automaticamente seu respeito. Além disso o mesmo ajudou ou tentou ajudar os necessitados, o que indicou um bom coração. Inerill é um deus irmão para Bahamuth, e por isso o paladino iria a grandes distâncias para ajudar Gebdin.

Grovork: O elfo ainda não conhece o orc. Tudo que imagina por enquanto é que seja um valoroso guerreiro.

Membros do Protetorado: Bastion ainda não teve a honra de encontrar com o Protetorado do Destino.

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